Ich und Frau Hintereder

8 06 2009

Por Estocador

3084872086_645fbb11e1O legível fosse que este escrito seguisse o idioma de seu título, mas que alemã de hoje, em sua consciência plena, levaria a sério as palavras desoladas desta ínfima carcaça indigente, porém notavelmente estética? Creio que nenhuma, muito menos Ela, um amor “perdido”, que certa vez assaltou a essência desta inocente vida. Ela, cujos lábios foram saciados; amaram as esfoliações deste Pênis; espremiam-se entre ambos quando, no ápice de algum prazer, seu corpo sucumbia às minhas vontades. Mas lábios também falavam, comungavam seus desejos mais apreçados neste ouvido. Eu, amoroso e amante que sou, mesmo sob tantos olhares discriminadores, realizei todas as nossas reflexões em voga. “Amor, meu querido amor, não pude deixar de pensar em você! Tuas pernas ainda visitam meus sonhos. Teu corpo, insistente, continua sendo o sujeito a que meu Pau tanto pulsa nas mais longas e duradouras punhetas solitárias. O miasma de tua vagina vaga pelos recônditos desta vida. E aquela chave de cu, minha doce querida, até quando, porventura, meu Pênis aguentará sua ausência? Preciso das tuas palavras, meu amor, dos teus gestos fêmeos, almejo o timbre da tua voz”…

 É certo que nunca me abandonaste. Eu, imbecil, como pude aceitar uma carga empregatícia tão anormal para meu forte corpo? Eu aqui, você aí! Ainda só, lembro de nosso primeiro encontro. Viajávamos, de barco, para Porto Velho, RO, pela vias fluviais da grande Amazônia. Nossas redes distavam, mas não pude deixar de observar você, aquela moça de corpo simples, detentor de um tom de pele maravilhoso. Roliça, redondinha, da maneira pela qual mais empolgo. Cabelos castanhos escuros, olhos similares a esta cor. Mas o que jamais pude deixar furtarem de minha memória é sua obsessão por aquele livro cujo nome por muito desconheci. Mas agora você está longe…longe…longe…talvez em nossa casa no interior da Alemanha, ja?

 A mais inesquecível de todas as fodas, sem dúvida, foi aquela na beira do rio Madeira, no Amazonas, lembra? Estávamos em Humaitá; bebíamos cerveja num bar próximo à beira do rio, quando você decidiu me beijar. Os corpos esquentaram e rumaram instintivamente para um local agradável. Você, decidida, puxava-me barranco do rio abaixo para aquela longínqua extremidade de terra, deserta, porém, segura e aconchegante. Bolinávamos loucamente. A mistura do cheiro do rio, terra, mato e o teu me deixaram alucinado. Meu Pau implorava para penetrar tua vagina ali. Foi quando, levemente, pus as mãos dentro de tua calça para sentir a sua então umidade. Que vagina macia! Mas tu quiseste anal. “Meu Deus, a insanidade tomou conta de mim! Preciso desta alemã, da mulher que, em seu ventre, levou consigo nossa filha. Preciso penetrá-la, penetrá-la, noite após noite, dia após dia, saciá-la de prazer, estocar e sentir o cheiro de seu cu e vagina, gozar dentro ou fora, na cara, preciso dela esfregando sua vagina no meu Pau e rosto. Una-me a ela ou morrerei”…

 Meine Frau, liebe Frau. Mein Teil, mein Mädchen, Traum. Quando encontrarei você em minha cama novamente? Quando estarás nua e arreganhada sobre ela? Quando cavalgarás novamente sobre meu forte corpo? Diga-me, bitte! Meu amor, tu és a luz do meu mundo, great world, tu és a esperança da minha solidão construída, eu sou teu puto, tu és minha puta, eu sou teu homem, tu és a mulher…tua é A vagina…Depois da última carta me aliviei quando soube que estás morta de saudade e vindo pra mim…Minha doce, meiga…quando chegares, foderemos tanto, tanto, tanto, principalmente pelas tardes, após o almoço…Amor, Amor, Amor, Elizabeth, meu querido e eterno Amor…





A cidade sob as trevas

22 05 2009

 

Morte, Agonia e Tormento em PornôCity

Morte, Agonia e Tormento em PornôCity

 

 Por Fran Forunculus 

Para além das safadezas, vadiagens, pura pornografia das entrincheiradas ruas e das más cheirosas flores sifilícas; não dá para deixar de refletir os últimos acontecimentos macabros na PornôCity. É total insanidade, o local como este, fingir que existe normalidade e moralidade, principalmente quando se mascara as volúpias encardidas do poder do Estado (reino). Pensando o apocalipse bíblico, a cidade, há muito tempo, foi tomada por escorpiões gigantes, serpentes e pragas venenosas ou pela mesma monstruosidade que corroí insalubremente os tentáculos do Leviatan. Tudo isso nos faz imaginar o abismo incomensurável que deve se encontrar esta cidade.

É perceptível notar o rei se vangloriar em meio os espinhos, sobretudo quando se plantou o próprio veneno sedimentado de antídoto; ainda mais quando ele cria o imaginário que tudo está perfeitamente bem, a imagem semelhança dele, e tal, egocentrismo, absolutismo, requer mania ficcional dos fatos; adora se empanturrar entre lascívias e guloseimas; ficar cerceado no reino das ilusões, de súditos privilegiados e “puxa-sacos-bobos-da-corte”.

Enquanto do lado de fora, gritos, sussurros e dores se escutam desde longínquas terras, rios e florestas. Os cavaleiros negros, sob mando real e “bença” divina, perseguem as bruxas ditas “hereges”, “traidoras” e “anarquistas”, ao mesmo tempo as acusam de “intranquilidade e de força e manipulação demoníaca”; como também, negam-se e omitem-se a salvar as almas de gente sendo assoladas pelas pestes negras, principalmente o dilúvio nas barrancas dos rios, onde se perdem degradantemente os casebres; e o desespero e o medo alimentam o poder provinciano, mesmo tortuoso, corrosivo e de inumanidade, conspirando a favor dos “Burgos”, únicos que podem manter e assegurar um governo voluptuoso e corrupto que traga benefícios a estes.

O desespero dessa gente continua. PornôCity sobre sombras. A morte se entrelaça na multidão, encontrando-se em cada fio de cabelo, em cada respiração e em cada olhar. Doenças, forças naturais (dizem, castigo divino) e o descaso do reino (responsável pela omissão de socorro) são temores que recaem como mortalha sangrenta cotidianamente na vida das pessoas; são estas mesmas, inevitavelmente, tornam-se seres cadavéricos, zumbiteiros, à soltas pelas ruas. Nada é seguro, ninguém está imune à violência desmedida tanto pelo lado do reinado (Estado) quanto do lado, dos diversos interesses, dessa gente.

A exemplo do citado “zumbiteiros”, “putas gnósticas”, “bruxas acadêmicas”, “mulas-sem-cabeça”, “bestas antropomórficas e zoomórficas”, além dos “demônios traficantes” que roubam almas carregando ao inferno, dos “vampiros” que sugam o sangue do Leviatan e dos “polifedófilos”, conhecidos como os “Omarzizs”, que comem as maculadas infantes com respaldo do reino, e por último, representantes desta ágora sacanalógica, os “políticos”, “amigos de todos e de ninguém”, que são todos eles parte integrante desta sociedade das trevas. Claro, as pessoas de bem existem, resistem, protegem e fogem da maldade, da corrupção e degrada e abandonada cidade, tão caracterizada corretamente no nome: PornôCity

O perigo está em todos os cantos. No recanto feudo dos oráculos, local que ainda tenta resistir aos focos da barbárie, de alguma forma, teme a supressão de opinar e o engesso sistemático do obscuro pensamento humano. Apesar da resistência, toda sua estrutura está viciada e corroída por miasmas provincianos e doutos iconoclastas do “rigor cientifico”, que por sua vez, nadam endinheirados sobre “proteção divina” garantindo legitimidade e o terrorismo do medo, pois toda intimidação gera apreensão, pertubação, nervosismo e claustrofobia a essa gente; além dos “dedos-duros” de plantão que vigiam os outros para os “Outros”.

Os covardes também têm vez nesse tipo de organização social. Ainda que seja para agredir, tocar fogo, censurar e silenciar os poucos que lutam com dignidade contra toda corja de assassinos, estupradores, ladrões, traficantes, usurpadores, pedófilos, corruptos, malfeitores, demônios, vampiros, políticos, e etc. Os mesmos participam da podridão e do bordel, da cumplicidade e das farsas que obscurecem os fatos. Mantido sob as sombras, toda essa gente procura refúgio e esperança, palavras de conforto e alegria para continuar vivendo, mesmo sob ameaça dos acovardados.

PornôCity é cidade dos condenados, das bestas peçonhentas e dos bestas desvairados e atormentados, além da bestialidade dos bestializados. É o próprio inferno dantesco sob brasa ardente orgástica dos demônios, alcoviteiros e rufiões, assim como eles, integrantes da quadrilha, os semoníacos[1], traficam e vendem as coisas de direito social “divino” aos próprios interesses, compartilhados a outros, os aduladores do Estado e “Burgos”.

 O sonho da cidade de ser metrópole global como se pensa que é, torna-se demasiado caro quando o pesadelo é, pelo menos, acordar e deparar-se que nunca deixou de ser provinciana.   Qualquer comparação é mera coincidência, não é mesmo?

 

 


[1] Simoníacos, expressão usada por Dante Alighieri na Divina Comédia, são os traficantes de coisas divinas. O nome origina-se de Simão, o mago, mencionado no livro de Atos, capítulo 8: “Simão, vendo que pela imposição das mãos dos apóstolos era dado o Espírito Santo, ofereceu-lhes dinheiro, dizendo: Dai-me também esse poder, para que aquele sobre quem eu puser as mãos receba o Espírito Santo” (vs. 18, 19 – trad. João Ferreira de Almeida)





Pornô City Assombrada por Demônios

13 05 2009

Ele voltou do inferno para aterrorizar nossa cidade maldita...

Ele voltou do inferno para aterrorizar nossa cidade maldita...

Por Zé Mephisto

Tudo bem, esta cidade sempre foi mesmo uma merda. Mas depois que o necromante Serafim Correa ressuscitou Amazonino Embustando Mendes, a situação está desesperadora.

A zumbi da negona nem esperou completar um ano de volta do inferno e já deixou claro os seus intentos malignos.

Agora o morto vivo e sua corte de orcs (que estavam enterrados numa catacumba de algum cemitério indigente) estão assombrando os cidadãos de Pornô City, deixando a cidade tão de pernas para o ar como o ânus arreganhado de uma cadela.

E pasmem, depois de ter conquistado outra vez Pornô City e dividido os espólios deste porto putrefato entre os seus parasitas e bobos da corte de plantão, a zumbi nefasto planeja tornar-se o Governador da Casa do Caralho!

Muitos moradores desta urbe maldita apenas fazem choramingar, botando a culpa no necromante desastrado e se escondem em suas casas (financiadas pelo prosamim, o programa que reforma a casa dos otários), como quengas fugindo da policia. Mas, em meio a esta miríade de seres passivos, ainda há poucos, mas significativos, heróis, cidadãos com um ethos de elite, mulheres e homens alpha que planejam revoltar-se contra a tirania e despachar este espírito maligno para as profundezas de Mordor.

Será uma luta difícil, mas já estamos ganhando força. Cada vez mais soldados aumentam o nosso contingente que se reúne altivo em frente aos portões de Minas Tirith. Invadiremos o buraco onde o espírito de refugia, chacinaremos sua corte de orcs, balrogs, putas aidéticas e veados gonorrentos, em seguida, faremos um grande ritual em honra aos Deuses Baal e Marduk, sacrificaremos uma virgem para que ele aceite o nosso chamado e ofereceremos o alma de Amazonino Embustando Mendes para ser levado de volta ao outro mundo.





E-MAIL DE UM AMANTE

24 04 2009

o-amante

Por Estocador

Sua vagabunda ordinária! Jamais zangue um homem do meu calibre! Hoje tu estavas com aquele vestidinho preto bem acima do joelho, sim, percebi quando, ao sair da aula de Macroeconomia, tu passaste bem ao meu lado, rebolando esse teu traseiro imponente bem na minha cara. E, como sempre, eu, ao avistar que aquele corno que vive a te beijar pairava pelas proximidades, vigiando teus passos de algum possível “gavião” faminto, tu fingiste não me conhecer, sequer me comungou algum olhar. Confesso que, no instante, fiquei enfurecido, mas devia me conter, afinal eu sou o outro, não é assim que falas tu?

Ah, sua putinha safada! Mesmo quando penso em te abandonar, tu, ao lado do teu corninho lá, não me deixa sossegado, sua dissimulada. Duas horas após tua passagem nossos caminhos promíscuos se encontram novamente. Tu desces, eu subo aquela maldita escada que dá acesso a outra faculdade. Quando ao fitar tua mão direita entrelaçada à do corno, (risos) e depois, tu fizeste carinho na face, só lembrei, sim, lembrei dela massageando meu Saco e socando meu Pau, (risos) e claro que não pude deixar fugir do pensamento a imagem da tu boca beijando a Cabecinha e dando aquelas irresistíveis lambidelas no Garoto. Posso ser o outro, o secundário em tua existência, e tu sabes disso, fazes de propósito porque sabes que me vingo, e é na cama. Vadia, vou te meter a porrada da próxima vez que te pegar. Inventa de me ligar essa semana, vai, experimenta que tu vais ver!!!

Sei que te lembras do que fiz contigo na última vez. Não!? Peraí que vou te dar um refresco.

Que te dei uma surra, de modo que meu cinturão ficou bem danificado. Vendei-te. Amarrei teus pulsos e tornozelos e todo teu corpo na cama. Entretanto, deixei-te num estilo arreganhado. Chupei-te tanto a ponto de te deixar em exaustão absoluta, tu gozou umas oito vezes, só com sexo oral. Tu foste meu completo objeto naquele instante, (risos) e ainda não o é? Posterior a toda esta bolinação, que te relembro sinteticamente, dei início a penetrações arrastadas e profundas na tua bucetinha insaciável. Tu gritavas como uma louca, ora tentando algum movimento pélvico, ou contraindo meu Pau na tua buceta, contrações repetidas e frenéticas (gargalhadas). Depois te liberei da prisão, tu pulaste repentinamente em cima de mim e só paraste ao gozar pela última vez! Só que dessa vez eu vou te matar literalmente de prazer. O discurso histórico da sexualidade e gênero ganhará em sua abordagem um caso em que, certa vez, houve uma fêmea cuja buceta foi tão saciada que morreu de prazer. Seu coração, cérebro, corpo e sistema nervoso pararam de tanto foder, gozar, gritar…

Da próxima vez que tu botares aquele vestido que te dei, não importa onde ou aonde, porventura, estiver, seja na Universidade, pelas ruas da cidade, vou te dar um puxão nesse teu cabelo loiro e anelado tão forte e te dar uma dedada tão profunda, mas tão intensa, que tua buceta vai ficar marcada por um dedo amante eternamente.

A propósito, disseram-me que o corno manso já sabe da gente!





Jack Kerouac – O Rei dos Beatniks

5 04 2009

 

Rei dos Beatniks

Rei dos Beatniks

Por Estocador

Ainda que obra de resumidíssimos conhecimentos, as fabulosas mãos de Antonio Bivar conseguiram encontrar as palavras mágicas certeiras que pudessem está à altura do que fora esse homem, escritor, amante da vida e de tudo o que ela pode nos presentear; Jack Kerouac, Rei dos Beatniks.

 

Nascido às 5 da tarde de 12 de março de 1922, Kerouac fora aquele que, nos plenos idos dos anos 50, através de seus escritos arraigados de tanta melancolia necessária, previu o surgimento de uma nova geração vindoura, e ordinário, um pensamento renovado sobre a vida…a new way of american life! A liberdade de pensar e viver como se quiser, de amar aquele/aquela/aquilo pelos quais nossos olhos brilharem; viver Beat…

 

Durante o percorrer de sua vida, Kerouac iria encontrar aqueles que fariam parte do movimento chamado de Beat Generation. Dentre alguns deles, Neal Cassady, Allen Ginsberg, Gregory Corso, Hal Chase, William Burroughs, Peter e Lafeadio Orlovsky, e outros, todos de singular importância para o Movimento literário.

 

Seja ou não, você, leitor/conhecedor da literatura Beat, este modesto livrinho de bolso, se lido, mudará por completo sua visão sobre vários aspectos do mundo do qual somos protagonistas: relações; o gênero; uma representação do amor; enfim, o olhar pro outro e do outro. Não serás o mesmo…





Noel

2 04 2009

Por Zé Mephisto

O bom velhinho tem as suas razões para gostar de criancinhas...

O bom velhinho tem as suas razões para gostar de criancinhas...

Durante o natal os pais gostam de mandar seus filhos sentarem no colo daquele homem estranho, vestido de vermelho, barba postiça e barriga protuberante… Nada tão normal… E todas vão, nesses shoopings tão cheios de luzes e cores vivas, todas elas vão sentar no colo do bom e velho Noel, e ele, muito a vontade com essa tão cômoda situação, sente sempre um prazer enorme em ter aquelas ancas ainda inocentes, imberbes ou virginais entrarem em contato com as suas coxas… O bom Noel sempre as acaricia com uma delicia voluptuosa as partes intimas dos seus admiradores mirins, e estes sempre gostam de serem acariciados pelo seu ídolo…

Noel sempre se excita, por vezes já melou a cueca, por vezes já levou uma garotinha ou garotinho para os fundos do desolado e silencioso armazém, por entre as miríades de caixas. Sim… Noel sempre gosta de levar seus pequenos admiradores, sempre os mais bonitos, para lhes dar, da forma mais reservada possível, um presente especial de natal e inicia-los na arte do amor para que no futuro eles se tornem um colaborador do bom Noel… Sim, o bom Noel e seus hábitos esquisitos… Ele já fazia isso há muito tempo, sempre gostou que as crianças lhe fizessem sexo oral, ele gosta de ejacular na boca das crianças, ele gosta de batizá-las, ele e seus amigos duendes, que também cheiram uma boa dose de pó antes de fazerem sexo com os pequenos, mas os pequenos também cheiram um pouco… Uma beleza, não? Os pequenos sempre cheiram cocaína com o bom velhinho e com os seus ajudantes antes de fazerem sexo oral no velhinho afoito que tem um pau já enrugado, porém sempre trabalhador; isso mesmo, muito trabalhador o pau do Papai Noel, a boca e o cú apertado dos pequenos também trabalham muito… Normalmente goza dentro, isso mesmo, uma boa quantidade de esperma que enche o cú deles até que sai porra para tudo quanto é lado, descendo pelo rosto, pela bunda e pelo caralho…

Os Duendes sempre comem também, mas gostam de fazer em grupo, enquanto um come a buceta ou o cu da donzela ou donzelo, o outro, muito bem posicionado, faz ele ou ela chupar o seu pau, entre alguns gemidos, tudo é muito gostoso… Tem os empresários também, sempre trazem pequenos para verem o papai Noel, que é muito exigente, só gosta de garotinhas e garotinhos gostosos… Ás vezes os empresários participam, comendo o cuzinho dos pequenos, mas isso é raro… Elas sempre gostam, as vezes estranham, as vezes gemem de dor, mas Noel é cuidadoso e sempre enfia gostoso no cú e na boca delas e também os faz prometer que não contarão para ninguém desse presente legal que receberam do bom Noel e de seus duendes…

Esse Noel e seus hábitos estranhos; sempre desejando agradar as criancinhas…





Reise¹

28 03 2009

alto_mar

Por Estocador

É noite, o mar está calmo, sereno, o horizonte, desconhecido, infinda nesta imensidão natural. O vento é inconstante quanto à sua intensidade e direção, ora em rajadas ou leves brisas; norte, sul, oeste, leste. Lua minguada, muitas nuvens, suponho. Repentinamente, naquele horizonte impenetrável, um conjunto de pequenas luzinhas. Estamos navegando pela superfície para carregar as baterias do motor elétrico, e certamente aquela é uma esquadra aliada. A metade do grupo descansa, preciso retornar para o interior do U-Boat.

O comte. Brennt já avistara a armada. Os acordados estão atentos. Se nos virem, o que faremos?! Estamos em tráfego de retorno a nossa balsa atracador, sem torpedos, sequer ração ou munições de menor calibre. E eles estão bem à frente, sobre nossa linha. Penso, “porventura estejam eles a nosso aguardo”? Tiveram conhecimento de nossa rota de recuo? Ou meramente cruzam estas águas transatlânticas rumo a outra ofensiva. Não me importa quem são ou quê façam, estamos todos no mesma nau da destruição, mas preciso existir até o final. A questão não é trucidá-los, mas manter ar ininterrupto em meus pulmões.

“Desperte todos, Heinz, e faça com que evitem qualquer ruído”, murmurou-me o comte. Herr Brennt anunciava cansaço. Os olhos, de um castanho escuro e arriados, denunciavam alguma dor que da qual nem ele mesmo obtinha seu motivo. Mas arrisco palpite: Brennt, homem de família, esposa e filhas à sua espera em nossa München², ele, até mais que eu, necessitava continuar sua existência; pois sou apenas mais um em nossa Deuschtland³; Ich bin einen Leutnant, nur! Aber, ist er der Kommandant!4 Ei, psiu! Danuser, Danuser, acorde: problemas… Gebruder, tu, levanta… Hintereder… Mülller… Kruspe… Gerber!

Certo é que a armada já estava bem próxima. E a ordem foi desligar motores e qualquer sinal, energia, luzes, tudo. E voltamos para as profundezas do oceano, na esperança que a esquadra, sobre nós, passasse sem que nos percebesse sob suas blindagens de aço. Gott5, assim sucedeu! Mas não sem que nossas almas sentissem o abalo daquilo que figura ser estar ante a porta do inferno; a tensão pré-morte. Meu corpo estremecia, pernas, qual sua função? Não pude conter-me de pé, deitei-me afim de evitar, sim, nem mesmo a respiração era permitida. Cerrei os olhos com frenesi, porém, audição ainda me era presente, quando por meio dela me invadiu o corpo, como que reunidas sob as regras de sonetos da morte, a sinfonia da circularidade das hélices, cujo metal rasgava barroco as frígidas águas de cujos graus cortantes implorava a Deus para que não, pelo menos ali, entranhassem nesta minha indigente carcaça. As hélices passaram apressadas.

Assistirá a nossos colegas de outros U-Boats a mesma sorte que nos escolheu? E se estiverem supridos de torpedos e pouco preocupados em regressar? Os acordes dessas hélices cessarão. Mas quanto aos seus mantenedores? Para onde irão esses seres? Coitados! Queria poder abrigá-los, todos, em nosso limitado espaço. Muitos, no início, depois de abatidos, foram resgatados como prisioneiros e deixados em proximidades costeiras, mas a guerra tem não sei bem se piorado ou melhorado seus traços, a ponto de, agora, sermos obrigados a fuzilar. Mas quem fuzila, a Guerra em si, as tensões da Política corrente ou o próprio Ser manejador de fuzis, metralhadoras, canhões? Aí é que me pergunto; quem me trouxe para dentro dessas anteparas? Que entidade me apresentara a este gosto de ferrugem e óleo? O que mantém meu atual estado; 20 anos, deitado, de bruços, como eu, Kruspe chora ao meu lado, meus pensamentos visitam minha casa, Liebe Mutter6, meus irmãos… De repentino, a zoada dos motores retoma e nossas hélices iniciam sua cantoria própria…As lágrimas se vão!

[1] Viagem

[2] Munique

[3] Alemanha

[4] Eu ainda sou um tenente! Porém, ele é o comandante!

[5] Deus

[6] Querida mamãe.